terça-feira, 4 de outubro de 2011

Conto 2 - Pessoa

As pessoas vivem, sofrem e se destroem, nas ilusões, nos sonhos e nos projetos em que se lançam; elas não representam claramente as posições humana, social e política em que se encontram; e sim, uma característica muito forte com a falsidade de alguma coisa menos autentica. Falam de acordo com o ambiente, os atos se distorcem conforme a necessidade, e as discussões são usadas para encobrir a falta de ação. As pessoas usam as mãos para fazê-las de instrumentos persuasivos, dando-lhes forma para ganhar, pedir, manipular e negar; escolhem o medo para justificar seus problemas, fazem da conversa-profanação, da religião-condição de existência, dos preconceitos-pontos de vista. As pessoas colocam seus heróis em cena, enfeitam o cenário ao máximo, para fantasiar as razões que as levam aos seus atos; estão sempre interessadas pelas coisas que estão mais próximas e que as afetam mais diretamente, tirando de tudo algum proveito. Para falar das pessoas bastam palavras, mais para falar de você basta o que?

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